Blog › Higiene Ocupacional
Higiene Ocupacional

Calor no trabalho: como avaliar e prevenir o estresse térmico

Com ondas de calor cada vez mais frequentes, o estresse térmico virou prioridade. Entenda o IBUTG, a NR-09 e as medidas de controle.

Por Ederson Deda · 28 de outubro de 2026 · 3 min de leitura
Calor no trabalho: como avaliar e prevenir o estresse térmico

As ondas de calor estão mais longas e intensas, e quem trabalha a céu aberto ou perto de fontes de calor sente isso primeiro. Construção civil, agronegócio, fundições, cozinhas industriais e entregadores estão entre os grupos mais expostos ao estresse térmico.

Por que o calor é um risco sério

O corpo precisa manter a temperatura interna estável. Quando o ambiente e o esforço físico produzem mais calor do que o corpo consegue dissipar, surgem cãibras, exaustão, desmaios e, no limite, a insolação, que pode ser fatal. O calor também aumenta o risco de acidentes, porque reduz a atenção e a coordenação.

Como avaliar: o IBUTG

A avaliação da exposição ocupacional ao calor no Brasil usa o IBUTG (Índice de Bulbo Úmido – Termômetro de Globo), que considera temperatura, umidade, calor radiante e, no ambiente externo com carga solar, a influência do sol. O resultado é comparado com limites que dependem da taxa metabólica da atividade: quanto mais pesado o trabalho, menor o limite.

A NR-09, em seu anexo sobre calor, orienta a avaliação e as medidas preventivas; já a NR-15 trata da caracterização da insalubridade. São finalidades diferentes, e o PGR deve tratar o calor como risco a ser controlado, não apenas como adicional a ser pago.

Medidas de prevenção que funcionam

  • Hidratação programada: água fresca e acessível, com pausas para beber mesmo sem sede;
  • Aclimatização: trabalhadores novos ou que voltam de férias devem aumentar a exposição aos poucos;
  • Regime de trabalho e descanso: pausas em locais sombreados e ventilados;
  • Reorganização do horário: concentrar as tarefas pesadas nas horas mais frescas do dia;
  • Controles de engenharia: barreiras contra calor radiante, ventilação, exaustão e coberturas;
  • Vestimentas adequadas: tecidos leves, claros e com proteção UV quando o trabalho é externo;
  • Treinamento: todos precisam reconhecer os sinais de alerta em si e nos colegas.

Sinais de alerta

Dor de cabeça, tontura, náusea, pele muito quente ou suor excessivo, confusão mental e câimbras são sinais para parar imediatamente, levar o trabalhador para a sombra, resfriar o corpo e acionar o atendimento de emergência se houver confusão ou desmaio.

Inclua o calor no inventário do PGR, defina critérios claros de interrupção do trabalho e registre as medições. Em dias de calor extremo, prevenção é planejamento.

Ganhe tempo com documentos de SST prontos

PGR, LTCAT, laudos, APR, procedimentos e formulários em Word e Excel, prontos para personalizar.

CONHECER O KIT

Leia também