O trabalho remoto e híbrido se consolidou em muitas empresas, e com ele vieram dores nas costas, no pescoço e nos punhos, além de fadiga visual e isolamento. A pergunta que o SESMT recebe com frequência é: a ergonomia também vale para quem está em casa?
A NR-17 e o teletrabalho
A NR-17 se aplica às condições de trabalho em geral, e a empresa continua responsável por orientar os trabalhadores sobre as precauções para evitar doenças e acidentes, inclusive no teletrabalho, como prevê a CLT. A avaliação ergonômica preliminar e, quando necessário, a Análise Ergonômica do Trabalho (AET) devem considerar também essa modalidade.
Os problemas mais comuns em casa
- Notebook na mesa da cozinha, com a tela muito baixa;
- Cadeira sem regulagem ou sem apoio lombar;
- Iluminação inadequada e reflexos na tela;
- Jornadas que se estendem sem pausas e sem desconexão;
- Isolamento social e dificuldade de separar trabalho e vida pessoal.
Orientações práticas
- Altura da tela: a borda superior na altura dos olhos, a cerca de um braço de distância. Para notebook, use suporte e teclado/mouse externos;
- Postura sentada: pés apoiados, joelhos em ângulo confortável, costas apoiadas e antebraços relaxados;
- Pausas: levantar e se movimentar a cada hora, além de descansar a visão;
- Iluminação: luz natural lateral à tela e sem reflexos;
- Jornada: horários definidos e direito à desconexão.
Como a empresa pode agir
Algumas medidas simples fazem diferença: questionário de autoavaliação do posto em casa, cartilha ilustrada, ajuda de custo ou empréstimo de cadeira e suporte, treinamento online e acompanhamento das queixas pelo PCMSO.
Ergonomia não termina na porta do escritório. Onde há trabalho, há risco a ser gerenciado.




